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Tuesday, September 25, 2007

Flaming Lips



The Flaming Lips - The Supreme Being Teaches Spiderman How To Be In Love

The Flaming Lips - I Was Zapped By The Lucky Super Rainbow

Falar bem do Flaming Lips já virou redundância. Cada coisa nova que vaza pela rede mundial de computadores me impressiona mais. Como pode, meu deus? Eles simplesmente não param! Depois de lançar um DVD ao vivo que deve ser o maior absurdo de todos os tempos, Wayne Coyne, o cara mais legal do mundo, e companhia investem nas trilhas sonoras, o que não é novidade para a banda de Oklahoma que já integrou trilhas como Batman, Suburbia e Bob Esponja, lembram-se da fantástica SpongeBob and Patrick Confront the Psychic Wall of Energy? Pois é, mais duas músicas maravilhosas dos Lips estão por ai para iluminar nossas vidas.

The Supreme Being Teaches Spiderman How To Be In Love está na trilha da terceira aparição do Homem-Aranha nas telonas e é uma beleza daquelas que acompanham dias nublados em que repensamos nossas vidas, ou momentos, ou simplesmente imaginamos o gosto de um futuro próspero. Piano, cordas, a voz heróica de Wayne, efeitos eletrônicos e uma letra linda que só.... mais uma pérola da melhor banda em atividade no universo.

I Was Zapped By The Lucky Super Rainbow aparece na trilha de Good Luck Chuck, um filme que nao sei do que se trata, mas estrelado por Jessica Alba, o que nos leva ao segundo motivo pra ver a película. Quer saber o primeiro? Então escute esse convite à pista com direito a dancinhas malucas, bater de palmas e pulos alucinantes! Essa outra nova música do Flaming Lips me fez imaginar o trio retirando um disco do The Cure do armário após uma sessão de ensaios do At War With The Mystics. Sim, esta é pura celebração, sintetizadores, palminhas, guitarrinhas agudas com pegada funkiada aparecendo de vez em quando, vozes cantando Ahhhhhhhhs e Yeaaaahs e tudo o que você sabe que tem espaço nas celebrações “Lipanas” (hahahaha).

Então faça um favor a sua vida e escute essas músicas e tudo o que o Flaming Lips lançou e lançará nessa vida.

Por Pedro

Monday, May 28, 2007

Faíscas pop galopantes



Sparklehorse - Dreamt For Light Years In The Belly of a Mountain

Eu já disse que o blog anda morto, já enchi o saco dos outros responsáveis pelo site e com isso eu mesmo quase desisti de postar, mas os comentários recebidos no post do EP Arcade Fire/Bowie resultaram numa nova vontade de escrever e dividir cultura. Afinal os mp3 blogs são uma ferramenta com um potencial de disseminação musical incalculável. E no meu ponto de vista, que é de alguém que tem banda, a música não foi feita para mofar em prateleiras de lojas, mas isso envolve outras discussões. O que eu gostaria de deixar claro nesse abre é que esse blog continua, firme e forte, dividindo o gosto e o conhecimento musical de seus integrantes para que essa rede de “musicólatras” não perca mais uma fonte de material, por menor que for.

Dreamt for Light Years in the Belly of a Mountain é o quarto album do Sparklehorse, projeto de Mark Linkous. O disco saiu em setembro do ano passado depois de uma espera de cinco anos entre o lançamento anterior, It’s a Wonderful Life. Durante esses anos Mark abandonou tudo e mudou-se para a Carolina do Norte, onde trabalhou cautelosamente no álbum. Resumindo as suas frustrações, pessoais e profissionais, além da sua luta contra as drogas, Mark reuni diversos seguimentos da beleza pop conhecida. Baladas passeiam por vozes agudas e graves, timbres limpos e distorcidos, sobra até espaço para músicas com mais pegada, mais indie rock. Dreamt for Light Years conta ainda com a presença ilustre de diversos amigos de Mark. Dave Fridmann, pra começar. O gênio por de trás da produção do Flaming Lips não só produz algumas faixas como toca diversos instrumentos no álbum. Curte Flaming Lips? Pois não é só isso, pois o outro gênio por de trás das baterias, pianos, guitarras, arranjos e a puta que o pariu Steve Drozd toca bateria em “It’s Not so Hard”. Quer mais? Que tal Tom Waits? Sim, o próprio, mas calma, não vá esperando aquela coisa do tipo “puta que o pariu, é o Tom Waits!”, não a sua presença é mais foda que isso, ele simplesmente toca um pianinho em "Morning Hollow", mas quer participação mais foda que essa? Bom sem mais delongas, esse é um belo disco que vale a pena. Só mais uma coisa, eu li isso numa resenha e achei muito correto, algumas músicas têm uma fragilidade tão bela que parece que vão esfarelar a qualquer segundo. Lindo!

Por Pedro

Friday, April 13, 2007

Chora fio



O que falar de uma banda como o Flaming Lips? Melhor não falar nada, calar a boca e cagar um tijolo.

Por Pedro

Tuesday, September 26, 2006

Spinto Pop


The Spinto Band – Nice And Nicely Done

Tava devendo esse disco aqui no blog. Portanto recupero o post agora com o link para download.

Antologia Pop. Explico. Ouvindo esse disco você pode viajar do Flaming Lips ao Pavement, passando pelos Strokes, sobrevoando o Clap Your Hands e ainda beliscar os pianinhos do Postal Service. Essa salada indie-pop ainda leva temperos 80's e leves inspirações da Beatlemania, é obvio. Cada faixa desse disco tem a sua própria cara, aproveite e dance, são caras das mais felizes.

Por Pedro

Saturday, August 26, 2006

Wednesday, August 09, 2006

News

Opa, esse blog anda morto. Se não é uma birra contra a burocracia é um rabugento reclamando das mudanças no layout. Se não é o rabugento é um desabafo de cursinho, tadinho. Bom, mas o negócio aqui é música, então, para acabar com a falta de assunto resolvi listar as últimas descobertas (com link para download em algumas). Algumas não tão novas assim, mas vamo que vamo...

The Spinto Band – Nice And Nicely Done
Antologia Pop. Explico. Ouvindo esse disco você pode viajar do Flaming Lips ao Pavement, passando pelos Strokes, sobrevoando o Clap Your Hands e ainda beliscar os pianinhos do Postal Service. Essa salada indie-pop ainda leva temperos 80's e leves inspirações da Beatlemania, é obvio. Cada faixa desse disco tem a sua própria cara, aproveite e dance, são caras das mais felizes.


Oppenheimer - Oppenheimer
Falando em felicidade...Esse é um daqueles discos que dão vontade de dançar loucamente, daquele jeitinho bizarro que você dança no chuveiro ou no quarto, que te deixa completamente arrasado quando alguém te pega dançando. Pois bem, feche as cortinas e tranque as portas, afinal é o Oppenheimer que ta no seu radio. Pianos, teclados e sintetizadores na melhor harmonia Pop...Beleza...


Ladyhawk – Ladyhawk
Se o seu dia ta mais para um cigarro na varanda ás 17:30 da tarde, eis o Ladyhawk. Aquele espírito nostálgico que os discos do Neil Young trazem com uma sutileza incrível, se mistura aqui com o melhor do espírito Stuck in 93. Guitarras e mais guitarras arranhadas e vocais densos, maravilha para se escutar sozinho.

Tem mais, mas depois eu falo, só queria finalizar com o seguinte texto do Insound: "The Soft Bulletin" is a emotional, lushly symphonic pop masterpiece eons removed from the mind-warping noise of The Lips' past efforts. This could very well be the best album of the 1990's, and "Waitin' for Superman" the song of the century. Concordo.

Por Pedro

Friday, July 07, 2006

Como começar um blog

parece sempre difícil escolher um caminho para dar vida a um blog como este. nunca se sabe exatamente o que dizer, ou contar, explicar; fica sempre a questão de parecer inovador, mas sem precisar necessariamente se utilizar de uma forma radical demais.

então vejamos: eu poderia escrever aqui sobre alguma novidade musical recente... falar de como o Return to the sea do Islands vai ser provavelmente o disco do ano ou como o novo disco do TV on the Radio também tem tudo para ficar para a História. mas, fazendo isso simplesmente nos tornamos um quero-ser-pitchfork (com todo respeito a eles, é claro...) que repete frasezinhas prontas sobre questões lógicas (é lógico que o Return... vai ser o disco do ano...) sem adicionar nada de novo a isso.

certo, poder-se-ia começar então contando da noite história que foi a de ontem na milo garage, com direito a um show inesquecível do Totonho e os Cabra, uma discotecagem incrível do Centro Cultural Batidão e o Bonde do Rolê colocando a garagem a baixo... que noite... mas assim as pessoas que nos lêem poderiam se chatear com uma descrição dessas à la Álvaro e provavelmente não nos leriam mais... compreensível eu penso, porque realmente não tem nada mais chato do que alguém se mostrar logo de cara com a pretensão de se fazer invejar por ter participado de uma noite tão marcante. péssimo começo, eu diria...

então temos uma terceira opção, que seria a de compartilhar com os leitores uma grande paixão musical minha: Jens Lekman - um cantor sueco que desistiu da música para trabalhar em um bingo, mas logo percebebeu que o forte dele era realmente fazer músicas lindas e ingênuas sobre as mulheres da sua vida, com as quais se apaixonou em passeatas anti-guerra, fumou charutos do pai ou simplesmente foi preso por pintar um palavrão no caro do pai dela e, na cadeia, usar sua única ligação telefônica para dedicar a ela uma música no rádio... mas eu não sei... talvez seja uma abertura emocional muito grande para um começo de blog, afinal, não queremos parecer muito emotivos, não é mesmo? se não iríamos logo para a galeria do rock e pronto...

certo... como então deve-se começar um blog? pergunta difícil, com certeza, para a qual não há necessariamente uma resposta certa - só o bom senso... por isso eu proponho que comecemos esse blog como se deveria começar todas as boas coisas da vida: com "Race for the prize" dos Lips...

Por Arthur